Manaus,14 de maio de 2026

Bolsonaristas do AM silenciam após crítica de Flávio Bolsonaro contra a ZFM

Durante a sessão que aprovou o texto da reforma tributária na Comissão do Senado Federal, nessa terça-feira (7/11), o senador Flávio Bolsonaro (PL) fez duras críticas à Zona Franca de Manaus (ZFM). As falas ocorreram após o senador Eduardo Braga (MDB), relator da reforma, rejeitar uma emenda do senador.

As declarações geraram uma onda de comentários negativos, mas entre os bolsonaristas amazonenses que estão no poder, o silêncio imperou.

Após a rejeição de sua emenda, Flávio disparou: “Traduzindo: Manaus vai ser o novo Vale do Silício, e o resto do Brasil uma Argentina, já que as indústrias de todo o País vão para a Zona Franca de Manaus por causa do custo baixo de produção ou serão incentivadas a adquirir matérias-primas no Amazonas. Isso pode causar desemprego no Brasil inteiro, exceto no Amazonas.”, disparou.

Não demorou muito para que as falas do senador bolsonarista viralizassem nas redes sociais. Porém, parlamentares bolsonaristas no Amazonas como Capitão Alberto Neto, Plínio Valério, Débora Menezes e Raiff Matos não se posicionaram sobre o assunto em seus pronunciamentos no Senado, na Câmara Federal, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Defensor fora do parlamento

Mesmo fora do poder, o ex-deputado federal Marcelo Ramos (PSD) usou suas redes sociais, nesta sexta-feira (10/11) para rebater as críticas do senador Flávio Bolsonaro a respeito da Zona Franca de Manaus. Ramos classificou as declarações de equivocadas e preconceituosas.

“Acho que a gente tem que enfrentar esse debate não de forma conflituosa, mas com informação. Basta que alguém Informe o Senador Flávio Bolsonaro que deveria saber disso, que as vantagens comparativas, que os incentivos fiscais garantidos na Franca de Manaus, são incentivos que têm natureza constitucional. A Constituição não garante vantagens comparativas e incentivos fiscais para o Rio de Janeiro, nem para São Paulo, nem para Bahia, nem para Porto Seguro, nem para Sergipe, nem para Rio Grande do Sul. Ela só garante vantagens comparativas em Manaus, na área delimitada pelo espaço físico da Zona Franca de Manaus. Que é o único incentivo que pode existir, independentemente da aprovação do Conselho de Secretários da Fazenda. Todos os outros incentivos, em tese, foram concedidos contra a lei, mas todos os outros incentivos distribuídos no Brasil dependiam de aprovação unânime do Conselho. Então, primeiro, é preciso esclarecer isso ao senador Flávio Bolsonaro”, afirmou o ex-deputado na rede social.

Por: Jonas Wesley

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