Manaus,14 de maio de 2026

Seca: Muito discurso e pouca efetividade na ALEAM

Diante do cenário devastador que aflige o estado do Amazonas devido à seca, queimadas e fumaças, poucos deputados estaduais adotaram medidas efetivas para amenizar a situação dos afetados. 

Em uma Casa Legislativa composta por 24 parlamentares, apenas quatro demonstraram efetividade em suas ações. O discurso inflamado prevaleceu, mas a execução de medidas concretas não ocorreram. 

A campeã no discurso foi a presidente da Comissão de Meio Ambiente (CPAMA) da Aleam, Joana Darc. A parlamentar chegou a cobrar até os influenciadores digitais, mas, na prática, não fez destinação de emendas e somente acompanhou algumas ações do Governo do Estado. 

Outra deputada que participou ativamente nas cobranças proferidas ao governo federal somente no discurso foi Débora Menezes. Durante as sessões no plenário da Aleam, reiterava constantemente seu compromisso em trabalhar para garantir que as autoridades tomem medidas imediatas para minimizar o impacto dessa seca histórica, porém não tomou nenhuma ação efetiva para auxiliar os atingidos.

Os poucos que destinaram emendas 

Dentre os 24 parlamentares da Casa, apenas quatro registraram ações concretas voltadas para a assistência aos afetados pela seca. Entre eles, está o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), que redirecionou R$4,5 milhões para aquisição de cestas básicas.  

O deputado estadual Carlinhos Bessa (PV) realocou R$1 milhão de suas emendas parlamentares para auxiliar as famílias do Médio Solimões prejudicadas pela seca. O deputado João Luiz  destinou R$ 400 mil, em emenda parlamentar para ajuda humanitária para os municípios afetados pela estiagem no estado do Amazonas. Ele também solicitou, por meio de requerimento, apoio das Forças Armadas para transporte de medicamentos e alimentos para municípios em situação de risco.

A deputada Mayra Dias não destinou recursos, mas apresentou três requerimentos que pediam a limpeza dos leitos dos rios, o pagamento de auxílio aos agricultores familiares e a destinação de cestas básicas e água para as famílias das comunidades afetadas.

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