Manaus,6 de março de 2026

Após operação da PC-AM, Maria do Carmo questiona gestão municipal

A operação “Erga Omnes”, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) nesta sexta-feira (20/2), ganhou repercussão no cenário político do estado. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa e resultou no cumprimento de 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em vários estados.

Entre os alvos está Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que atualmente integrava a Comissão de Licitação do Município. Também foram citados na investigação um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e ex-assessores de vereadores.

Diante do caso, a pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), se manifestou nas redes sociais. Em vídeo, ela questionou a presença de uma investigada por ligação com facção criminosa em cargo próximo ao chefe do Executivo municipal.

“Na antessala do prefeito estava uma agente a serviço do crime organizado. O que será que ela fazia? Em que tipo de decisões influenciava?”, afirmou.

Maria do Carmo defendeu que a relação entre agentes públicos e a organização investigada seja apurada de forma profunda. Para ela, o caso levanta dúvidas sobre a condução da gestão municipal.

“Será que o Amazonas merece esse tipo de governante?”, questionou, ao afirmar que é preciso esclarecer todos os fatos.

A operação aponta que a organização teria movimentado cerca de R$ 1,5 milhão por meio de empresas de fachada. As investigações seguem em andamento.

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