
A pré-candidata ao Governo do Amazonas pelo Partido Liberal (PL), Professora Maria do Carmo, criticou duramente o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que amplia o acesso da primeira-dama, Janja da Silva, aos serviços do Gabinete Pessoal da Presidência da República.
Maria do Carmo classificou a medida como “abuso de poder disfarçado de papel institucional” e disse que o ato é uma forma de usar a máquina pública para dar privilégios a um familiar.
“A esposa dele agora tem direito a gabinete, equipe, agenda institucional, tudo pago com dinheiro público. E o pior: ela não foi eleita para nada. Isso é uma tentativa de burlar a Constituição e normalizar o uso político do poder”, afirmou.
O decreto 12.604, publicado na última semana, gerou grande repercussão nacional. Na prática, ele permite que a primeira-dama tenha apoio direto da estrutura do gabinete presidencial, com servidores e recursos da União.
Para a pré-candidata, a medida reforça o que ela chama de “velha prática de aparelhamento do Estado”.
“Lula tem tratado a Presidência como se fosse um puxadinho da sua casa. Janja participa de reuniões, articula projetos e agora ganha estrutura paga pelo povo. Isso não é transparência, é privilégio oficializado”, criticou Maria do Carmo.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ela pediu que o Congresso Nacional tome medidas para reverter o decreto, que considera inconstitucional e “um desrespeito com o dinheiro do brasileiro”.
