
O projeto da Cidade Universitária, em Iranduba, voltou a ser destaque nas discussões políticas do Amazonas. Iniciado há mais de uma década, o empreendimento consumiu milhões de reais e permanece inacabado, sendo considerado por muitos um dos maiores símbolos de má gestão pública no estado.
Nesta segunda-feira (22), a pré-candidata ao governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), divulgou um vídeo em que apresenta números relacionados ao valor previsto para a obra: R$ 300 milhões. Segundo ela, com esse montante seria possível construir quase 200 escolas, mais de 2.600 casas populares, 10 hospitais ou mais de 180 quilômetros de asfalto.
Em valores corrigidos pela inflação (IPCA), o investimento que deveria ter transformado a educação amazonense alcança atualmente quase R$ 553 milhões.
Apesar da promessa de atender milhares de estudantes todos os anos, o que restou foram escombros, estruturas abandonadas e o questionamento sobre o destino dos recursos já aplicados.

No vídeo, gravado no próprio local da obra, Maria do Carmo critica a má gestão e defende mudanças na forma como o dinheiro público é administrado no Amazonas.
“O problema não é a falta de recursos, mas sim a falta de caráter, gestão e compromisso de verdade com as pessoas”, afirmou.
A Cidade Universitária segue sem prazo para conclusão e continua sendo alvo de cobranças da sociedade e de questionamentos de diferentes setores sobre o uso dos recursos.
