
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não vai comparecer ao julgamento do plano de golpe, que começa nesta terça-feira (2) no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi confirmada por sua defesa, que alegou questões de saúde como motivo da ausência.
Segundo os advogados Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno, Bolsonaro gostaria de ir pessoalmente, mas seguirá o julgamento de casa, onde cumpre prisão domiciliar. O processo pode levar à sua condenação de até 40 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.
O julgamento, que se estende até 12 de setembro, também envolve outros sete réus ligados ao núcleo duro do governo Bolsonaro. A maioria deles também optou por não comparecer presencialmente.
Aliados afirmam que Bolsonaro está tranquilo, mas enfrenta uma forte crise de soluços. Nesta segunda (1º), recebeu a visita da senadora Damares Alves e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que oraram por ele.
Entre os acusados, apenas o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, confirmou presença no STF. Os demais devem acompanhar por televisão ou videoconferência.
