Na política, uma pergunta parece cada vez mais presente: o que é preciso, de fato, para ser candidato?
Formação política? Experiência em gestão pública? Atuação comunitária? Ou simplesmente ser conhecido?
Nos últimos anos, tem se tornado cada vez mais comum ver digital influencers, comunicadores e figuras populares das redes sociais entrando na disputa por cargos como vereador, deputado estadual e deputado federal.
Não se trata, necessariamente, de questionar o direito de qualquer cidadão participar da política afinal, a democracia permite isso. A questão que fica é outra: popularidade e capacidade de governar caminham juntas?
Ter alcance nas redes sociais significa estar preparado para lidar com orçamento público, elaborar leis, fiscalizar governos e representar interesses coletivos?
Talvez essa seja uma reflexão que o eleitor precise fazer com mais atenção nos próximos anos.
Porque, no fim das contas, ser conhecido é uma coisa. Representar bem uma população inteira é outra.

