A candidata ao Governo do Amazonas pela coligação “Mudar é Urgente” – PL/Novo, Professora Maria, protocolou na tarde desta sexta-feira, 4/9, um pedido de notícia-crime no Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) para solicitar a urgente investigação sobre uso da estrutura estadual para prejudicar sua candidatura.
“Primeiro quero dizer da minha confiança nas intenções, sou defensora ferrenha de que nossas instituições devem ser preservadas e confio na atuação do Ministério Público, por isso estou aqui. Não vou admitir, tolerar ou permitir que, por conta de um processo político e de questões eleitoreiras, venham querer me colocar no mesmo parâmetro de bandidos e criminosos que a vida inteira eu me insurgi contra. A minha vida inteira foi limpa e honrada, não tenho traços metidos com nada de errado e não vou tolerar que alguém venha me colocar sequer próximo de uma situação como essa”, afirmou a candidata.
A medida ocorre após coletiva da Polícia Civil que expôs ostensivamente material gráfico de campanha da candidata apreendido em imóvel de terceiro, juntamente com grande quantidade de drogas, numa tentativa de vincular a candidatura ao crime organizado.
“Parabéns à polícia pela apreensão das drogas, mas não posso aceitar que tentem me vincular a uma situação dessa natureza. Quem é metido com o crime não sou eu e não vou tolerar que queiram me colocar nesse jogo. Queremos uma política séria e decente e, quando a gente quer mudança, a gente não tem medo de enfrentar bandido. Quem se mete com o tráfico é que tem que dar explicações”, declarou a candidata.
Pedido de apuração e inelegibilidade
Segundo o advogado da candidatura “Mudar é Urgente”, Sérgio Bringel Júnior o investigado Rodrigo Soares, conhecido como RC Soares, não ocupa e nunca ocupou qualquer função na equipe da candidata, não integra a sua coordenação e não detém qualquer designação oficial, sendo falsa a condição de “coordenador” atribuída a ele. A defesa lembra que panfletos, bandeiras e adesivos são distribuídos gratuitamente em vias públicas e comícios, tornando sua posse por terceiros um fato juridicamente neutro.
“Não existe nenhum elemento formal que corrobore esse tipo de narrativa. Os representantes da campanha eleitoral são oficiais e devidamente registrados no TRE-AM. Pedimos ao Ministério Público que investigue todos os fatos, inclusive de um release padronizado distribuído à imprensa, com objetivo de vincular o investigado à candidatura”, afirmou o representante legal, destacando que a investigação também será apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), juntamente com pedido de declaração de inelegibilidade do governador Roberto Cidade por uso indevido da máquina pública no processo eleitoral.
A petição protocolada aponta sérias contradições na operação e solicita expressamente a investigação sobre a origem e os responsáveis pela distribuição de materiais informativos e impressos do caso. A defesa questiona por que uma apuração que se arrastava há cerca de dois anos culminou em prisão e exposição pública precisamente no período eleitoral, no dia seguinte a uma operação da Polícia Federal na Agência Amazonense de Desenvolvimento Social (AADESAM) e após uma semana de ataques coordenados tentando vincular a candidata a facções criminosas.
Diante desse cenário, foram requeridas a preservação de imagens de segurança, perícia na cadeia de custódia do material e apuração de desvio de finalidade e antecipação indevida de culpa por agentes públicos.

