Manaus,9 de março de 2026

Tá aberta a temporada do pastel de feira

De dois em dois anos acontece a mesma cena.

Aparecem os abraços demorados nas feiras, as fotos com criança no colo, o café improvisado na casa da dona Maria e o pastel de feira que, de repente, vira prato preferido de muito pré-candidato.

É a temporada da simpatia.
Da caminhada na periferia.
Das promessas que parecem ter sido guardadas justamente para esse momento.

Bairros que passaram anos esquecidos voltam a aparecer no roteiro político. Ruas esburacadas viram cenário de vídeo, comunidades viram palanque improvisado e a palavra “povo” passa a ser repetida em cada discurso.

Junto com isso, também começa a temporada dos escândalos, dos apontamentos de dedo e das acusações cruzadas.

É o jogo da política em ano pré-eleitoral.

Mas a pergunta que fica, nas entrelinhas, é simples:
por que a periferia só vira prioridade em tempo de campanha?

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