Manaus,6 de março de 2026

Ex-diretor da PRF é preso no Paraguai ao tentar sair do país com passaporte falso

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso na madrugada desta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai. A prisão ocorreu no momento em que ele tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador.

Segundo a Polícia Federal, Silvinei apresentava um passaporte paraguaio original, mas que não correspondia à sua identidade. A irregularidade foi identificada pela polícia paraguaia, que realizou a prisão dentro do aeroporto, em ação conjunta com autoridades brasileiras.

Após ser detido, Silvinei foi identificado oficialmente e colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai. Ele deve passar por audiência de custódia ainda nesta sexta-feira e, em seguida, ser entregue às autoridades do Brasil.

Condenações e histórico

Neste mês, Silvinei Vasques foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. De acordo com a decisão, ele atuou para dificultar o acesso de eleitores às urnas, especialmente no Nordeste, por meio de operações da PRF no segundo turno da eleição presidencial.

Antes disso, ele também foi condenado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por uso político da estrutura da PRF durante a campanha eleitoral de 2022. A decisão apontou que houve promoção indevida da candidatura do então presidente Jair Bolsonaro, o que resultou em multa superior a R$ 500 mil, além de outras sanções.

Silvinei chegou a ser preso em 2023, mas respondeu ao processo em liberdade, com medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Em dezembro de 2025, no mesmo dia em que o STF concluiu o julgamento do caso, ele pediu exoneração do cargo que ocupava em uma prefeitura de Santa Catarina.

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