Manaus,7 de junho de 2026

TCE investiga Amazonprev por aplicações de risco de até R$ 350 milhões

O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades em investimentos feitos pela Amazonprev, o fundo de previdência dos servidores estaduais. A apuração começou após uma representação da Secretaria-Geral de Controle Externo (Secex).

Segundo o órgão, em junho de 2024 a Amazonprev aplicou R$ 50 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, um investimento considerado de alto risco e sem garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O problema ficou maior quando o Banco Master entrou em liquidação extrajudicial, e a Amazonprev passou a constar na lista de credores — com chances de não recuperar o dinheiro.

A Secex também identificou outras aplicações, somando R$ 300 milhões, feitas nos bancos C6 e Master, entre junho e setembro de 2024. Segundo o relatório, essas operações teriam sido realizadas sem autorização formal, sem análise de risco adequada e contrariando normas internas e regras federais que regulam fundos previdenciários.

Três ex-presidentes da Amazonprev são apontados como responsáveis pelos investimentos suspeitos:
• Francisco Evilázio Pereira
• Maria Neblina Marães (presidente até 3 de julho de 2024)
• Ary Renato Vasconcelos de Souza (presidente até 31 de outubro de 2024)

Processo segue para o relator Ari Moutinho Júnior

A presidente do TCE, Yara Lins, enviou o caso ao conselheiro Ari Moutinho Júnior, que irá analisar um pedido de medida cautelar para proteger o patrimônio da Amazonprev.
Entre as medidas possíveis estão:
• suspensão de novos investimentos,
• bloqueio de operações financeiras,
• ações administrativas para evitar novas perdas.

O Tribunal determinou a notificação dos envolvidos e deve decidir sobre as medidas nos próximos dias.

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