
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com uma ação para suspender a venda dos ingressos do Festival de Parintins 2026, marcada para começar nesta sexta-feira (7). A medida foi pedida após o órgão identificar reajustes considerados abusivos nos preços divulgados pela empresa responsável, a Amazon Best Turismo e Eventos Ltda.
De acordo com o MP, o valor do passaporte para as três noites pode chegar a R$ 4,8 mil, e em alguns setores o aumento ultrapassa 200% em comparação a 2025.
Enquanto isso, o ingresso avulso por noite subiu 82,9%, e o passaporte completo teve alta de 248,7%. No ano passado, o ingresso mais barato custava R$ 500, e o passaporte, R$ 1.440 — agora passam a R$ 1 mil e R$ 3 mil, respectivamente.
As promotoras de Justiça Sheyla Andrade e Marina Campos Maciel, autoras da ação, afirmam que a empresa deve explicar publicamente os motivos do aumento antes de retomar as vendas.
“Consideramos essa prática abusiva. O Ministério Público busca garantir que o consumidor não seja lesado”, declarou a promotora Sheyla Andrade.
O MPAM também pediu que todas as plataformas de venda sejam retiradas do ar até que as justificativas sejam analisadas e, em caso de descumprimento, que seja aplicada multa diária de R$ 50 mil.
