Manaus,6 de março de 2026

Alcolumbre articula anistia parcial do 8 de janeiro e aumenta tensão com STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), entrou em cena nas discussões sobre a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. Enquanto parte do Congresso pressiona por um perdão amplo — que poderia até reverter a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) —, Alcolumbre articula uma proposta mais restrita, que prevê redução de penas apenas para manifestantes que não participaram diretamente da depredação ou do financiamento dos ataques.

A ideia é apresentar um projeto alternativo ao texto defendido por aliados de Bolsonaro na Câmara, que já afirmam ter votos suficientes para aprovar a medida. Com isso, o Senado busca calibrar o debate e evitar um confronto direto com o Supremo Tribunal Federal (STF), que nesta semana julga a cúpula acusada de tramar a manutenção de Bolsonaro no poder.

Nos bastidores, a iniciativa de Alcolumbre reforça a disputa de protagonismo entre Legislativo e Judiciário. Para senadores aliados do governo, uma anistia ampla seria vista como “afronta” ao STF. Já opositores apostam na força política da medida como bandeira para 2026.

Assim, enquanto o STF define as condenações, Alcolumbre tenta desenhar uma rota paralela no Congresso — que pode abrir novo embate entre os Poderes.

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