Manaus,6 de março de 2026

Indígena denuncia abusos durante prisão no interior do Amazonas

Uma mulher indígena da etnia Kokama, de 29 anos, denunciou ter sido vítima de abuso sexual por policiais enquanto esteve presa por quase nove meses na 53ª Delegacia de Santo Antônio do Içá, no interior do Amazonas.

Segundo a denúncia feita por sua defesa, a mulher foi mantida em condições desumanas, sendo tratada como “escrava sexual” dentro da delegacia, mesmo enquanto ainda amamentava o filho recém-nascido.

A defesa entrou com uma ação na Justiça pedindo R$ 500 mil de indenização por danos físicos e psicológicos. O relato afirma que os abusos ocorreram em diferentes partes da delegacia, como na cela, na cozinha e até na sala onde eram guardadas as armas. O bebê ficou com a mãe durante quase dois meses após a prisão.

A mulher identificou quatro policiais militares e um guarda municipal como os autores dos abusos. De acordo com a defesa, ela desenvolveu uma condição de saúde grave e também enfrenta depressão e traumas profundos.

O advogado da vítima afirma que houve falha grave por parte do Estado, que não garantiu a segurança e a dignidade da mulher. Por isso, cobra que o Estado seja responsabilizado pelos danos causados.

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