Manaus,23 de abril de 2026

PEC que acaba com escala 6×1 pode ser votada ainda em maio na Câmara

A proposta que pretende acabar com a escala de trabalho 6×1, seis dias trabalhados e um de descanso, deve avançar no Congresso Nacional nas próximas semanas. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) deve ter a admissibilidade analisada na próxima semana pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Se o texto passar pela comissão, será criada uma comissão especial para discutir o conteúdo da proposta antes da votação final em plenário. A expectativa, segundo Motta, é que a votação pelos deputados aconteça até o fim de maio.

A proposta em discussão reúne ideias apresentadas pelos deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton. O objetivo central é reduzir a jornada de trabalho semanal, limitando o total a 36 horas e garantindo três dias de descanso para o trabalhador.

Governo chegou a estudar outro caminho

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegaram a discutir o envio de um projeto de lei com urgência constitucional, o que poderia acelerar a votação no Congresso.

Esse tipo de proposta precisa ser analisada em até 45 dias pela Câmara e mais 45 dias pelo Senado, caso contrário passa a travar a pauta de votações.

Mesmo com essa possibilidade, a decisão foi manter a tramitação da PEC já apresentada pelos parlamentares.

Diferença entre as propostas

A PEC discutida na Câmara propõe:

jornada máxima de 36 horas semanais
três dias de descanso na semana

Já a proposta defendida pelo governo prevê:

jornada de 40 horas semanais
dois dias de descanso
sem redução de salários

Debate envolve empresas e trabalhadores

Representantes do setor produtivo afirmam que a redução da jornada pode aumentar os custos para as empresas e afetar a geração de empregos.

Por outro lado, especialistas apontam que mudanças na jornada precisam vir acompanhadas de aumento de produtividade, com mais qualificação profissional, inovação e investimentos em infraestrutura.

O tema ainda deve passar por discussões no Congresso antes de qualquer decisão final.

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