
A 2ª Vara do Tribunal do Júri retomou, às 10h11 desta quarta-feira (10), o julgamento dos dois primeiros acusados pelo Massacre do Compaj, rebelião ocorrida em 1º de janeiro de 2017 no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, que deixou 56 mortos.
Os réus são Anderson Silva do Nascimento e Geymison Marques de Oliveira. O processo deles foi separado do caso principal, que ainda terá outros 21 julgamentos previstos para 2026.
Como foi o primeiro dia
Na terça (9), primeiro dia do júri, seis testemunhas foram ouvidas. A sessão terminou às 20h.
Nesta quarta, mais três testemunhas prestam depoimento. A previsão inicial era ouvir 15 pessoas, mas defesa e Ministério Público abriram mão de alguns depoimentos, reduzindo o total para nove.
Depois das testemunhas, os dois réus serão interrogados. Se houver tempo, começam ainda hoje os debates entre acusação e defesa.
Situação dos réus
• Anderson Silva do Nascimento está preso e foi levado ao Fórum Henoch Reis para o julgamento.
• Geymison Marques de Oliveira está em liberdade provisória e não compareceu presencialmente, mas participará por videoconferência após pedido da defesa, aceito pelos juízes.
Crimes pelos quais respondem
Os dois são acusados por:
• homicídio qualificado (56 vezes);
• vilipêndio de cadáver (46 vezes);
• tortura (26 vezes);
• organização criminosa.
O caso é julgado por um colegiado de magistrados, e o Ministério Público designou três promotores para atuar no processo.
Este é o primeiro de 22 julgamentos relacionados ao Massacre do Compaj.
