
O ex-vereador de Manacapuru, Jucimar Fonseca da Silva, foi preso na madrugada desta terça-feira (2) pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Ele é suspeito de participar de um esquema que teria movimentado cerca de R$ 6 bilhões entre 2018 e 2024.
Jucimar trabalhava como coordenador-geral de pagamentos do INSS e, segundo a investigação, liberava grandes volumes de transações suspeitas. A prisão foi pedida pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após quase nove horas de depoimento.
O senador justificou o pedido afirmando que Jucimar apresentou contradições, além de ter evitado prestar depoimento anteriormente usando atestados médicos e faltando a uma perícia marcada pelo Senado.
O que diz a investigação
Jucimar já havia sido afastado do cargo em abril, durante a operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Apesar disso, ele negou envolvimento nas fraudes e afirmou que não tinha poder de decisão, apenas “poder de sugestão” nos processos.
A CPMI apontou que, enquanto ele ocupava o cargo, os descontos automáticos no benefício de aposentados e pensionistas cresceram de forma acelerada:
• R$ 800 milhões em 2022
• R$ 1,6 bilhão em 2023
• R$ 3,5 bilhões em 2024
Nesse período, os acordos usados para realizar esses descontos passaram de 16 para 40, o que levantou suspeitas dos parlamentares.
Quem é Jucimar Fonseca
Jucimar foi eleito vereador em Manacapuru em 2012 e, depois, tentou outros cargos políticos, sem sucesso. Ele também comandou o fundo de previdência do município, onde teve duas prestações de contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), que hoje estão em fase de recurso.
Agora, ele segue preso pela Polícia Legislativa do Senado e deve continuar sendo investigado pela CPMI e pela Polícia Federal.
