
A Polícia Federal concluiu o inquérito da Operação Tupinambarana Liberta e indiciou cinco agentes públicos por organização criminosa, corrupção eleitoral e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. As penas podem chegar a 20 anos de prisão.
Entre os investigados estão Marcos Apolo Muniz (ex-secretário de Cultura), Fabrício Rogério Cyrino Barbosa (ex-secretário de Administração), Armando Silva do Valle (ex-presidente da Cosama), além do tenente-coronel Jackson Ribeiro dos Santos (ex-comandante da Rocam) e do capitão Guilherme Navarro Barbosa Martins, ligado à tropa de elite da Polícia Militar. Todos foram exonerados de seus cargos após a operação, deflagrada em outubro de 2024.
As investigações apontam que o grupo usava a estrutura do governo estadual, com apoio de policiais militares, para favorecer a candidatura de Brena Dianná (União Brasil) à Prefeitura de Parintins. As práticas incluíam compra de votos, ameaças por facções criminosas, obstrução de investigações da PF e monitoramento de adversários políticos.
O inquérito já foi enviado ao Ministério Público Eleitoral, que decidirá sobre as próximas medidas judiciais.
O caso ganhou repercussão em 2024, quando veio à tona uma reunião gravada em Parintins, na qual os investigados admitiam práticas ilícitas em eleições anteriores, como compra de votos e uso de viaturas para despistar a PF.
A operação contou com apoio da Corregedoria da PM e mobilizou cerca de 50 policiais federais em mandados em Manaus e Parintins.
