
A jornalista Glória Maria, um dos maiores nomes do telejornalismo brasileiro, morreu nesta quinta-feira (02/2), no Rio de Janeiro, aos 73 anos. Ela estava internada no hospital Copa Star em tratamento contra um câncer no cérebro.
Em 2019, Glória teve o diagnóstico de câncer no pulmão, que sofreu metástase para o cérebro. Ela chegou a passar por uma cirurgia e vinha fazendo radioterapia e imunoterapia. Há mais de três meses, a jornalista estava afastada do “Globo Repórter”, para seguir o tratamento.
Filha de um alfaiate e uma dona de casa, Glória Maria Matta da Silva, nasceu em Vila Isabel, zona Norte do Rio. Ela se formou em jornalismo na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) e entrou na TV Globo como rádio-escuta, em 1971, sendo, mais tarde, efetivada como repórter.
Por várias vezes, Glória fez história no telejornalismo, sendo a primeira repórter a entrar ao vivo na primeira matéria a cores do “Jornal Nacional”, em 1977; viajou mais de 160 países produzindo matérias; e participou da primeira transmissão em HD da televisão brasileira, em 2007.
Entre as coberturas mais marcantes que realizou estão a guerra das Maldivas (1982), a invasão da embaixada brasileira do Peru por um grupo terrorista (1996), os Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e a Copa do Mundo na França (1998).
Glória deixa duas filhas, Maria (15) e Laura (14).
