MANAUS – As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Amazonas estão previstas para serem realizadas nos dias 23 e 24 deste mês e em outros estados a data será para reaplicação dos exames aos estudantes que deixaram de fazer as provas por motivo de doença ou devido à lotação máxima das salas onde o Enem foi aplicado. No entanto, as taxas de contaminação pelo novo Coronavírus ainda estão muito elevadas. Por esse motivo, o deputado federal José Ricardo (PT/AM), juntamente com os demais parlamentares do Partido dos Trabalhadores, deu entrada em uma representação no Ministério Público Federal (MPF) para que sejam tomadas providências no sentido de adiar a reaplicação das provas no mês de fevereiro para uma outra data mais adiante, devido à pandemia de Covid-19.
O documento também solicita que a reaplicação das provas seja garantida para todos os candidatos do país que não realizaram os exames, independentemente da justificativa da ausência, mas que já estavam inscritos para fazer o Enem. E ainda: o ressarcimento do valor pago na inscrição aos candidatos que optarem por não realizar as provas por conta da insegurança que existe por conta da pandemia.
Para Zé Ricardo, é preciso garantir uma data favorável para aplicação e reaplicação da prova aos estudantes e considerar que em vários estados brasileiros o não adiamento e a realização da prova em período de altos níveis de contágio e mortes pelo Coronavírus resultou em abstenção recorde. “Os estudantes que não foram, por medo de contágio e de levar o vírus aos seus familiares, estão deixando de realizar seu direito ao acesso do ensino superior garantido na Constituição. O Enem tem como propósito dar maior possibilidade de acesso aos jovens em situações de desigualdade social e educacional e o Ministério da Educação ignora a pandemia. Por isso, é preciso garantir a reaplicação da prova a todos e todas que não compareceram, independente de justificativa”, destacou.
Dentre outros fatos que o deputado e os demais parlamentares petistas argumentam na representação, é que a prova foi aplicada nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021 e com mais da metade dos estudantes inscritos ausentes. Além de que, em muitos locais, uma grande quantidade de candidatos foi impedida de fazer o exame, depois que as salas alcançaram capacidade máxima de 50%. E mesmo com a abstenção, houve salas cheias em outros pontos e estudantes impossibilitados de garantir o distanciamento, sem as mínimas condições sanitárias seguras. “Uma prova realizada para mais de cinco milhões de candidatos inscritos em plena pandemia, que exige isolamento para contê-la, é mais que suficiente justificativa para apresentar nova data aos que não compareceram sem distinção e julgamento”, afirmou Zé Ricardo, ressaltando que essa não é a situação do Amazonas, onde a aplicação da prova foi adiada e a nova data ainda é motivo de muita preocupação.
